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sexta-feira, outubro 12, 2007
A que me refiro quando falo da experiência do belo? Dou exemplos das experiências por que passei e passo quando tenho esses sentimentos: olhar para as estrelas, caminhar sozinho pelos campos, contemplar um amanhecer ou um fim de tarde, olhar para as nuvens, pensar na imensidão do tempo, imaginar uma praia paradisíaca e deserta. A experiência ocorre preferencialmente sozinho ou, se em companhia, cada um na sua própria solidão. Por isso, depreendo também que é a experiência da solidão. Mas não é solidão, num outro sentido: é que é sentirmo-nos uma pequena parte da Sua imensidão, como se existíssemos algures perdidos nela.
sábado, maio 26, 2007
Solidão/2
Há dias, a ver o programa da National Geographic sobre o Hajj ouve algo que me fez confusão. Um senhor, referindo-se à parte em que estão todos a rezar, disse que houve um momento em que se sentiu completamente sozinho. Achei estranho porque normalmente as pessoas quando rezam dizem que se sentem acompanhadas por Deus. Ou normalmente as pessoas muito religiosas crentes em Deus dizem que nunca estão sós. Fez-me confusão o senhor ter dito que se sentiu completamente sozinho. Pensei: talvez seja alguém que precisa de um pouco de solidão na sua vida. Isto dá para os dois lados: tanto se pode querer evitar a solidão como se pode querê-la. Há pessoas que estão tão ocupadas com os problemas das outras pessoas que não têm tempo para estarem sós consigo mesmas. Por outro lado, podia ser apenas uma pessoa - o senhor do documentário - que se sentia profundamente só.
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Solidão
Eu sou uma pessoa um bocado solitária, por isso toda a história da comunhão chateia-me. Gosto de andar sozinho, metido nos meus pensamentos. Talvez às vezes ande sozinho demais.
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